segunda-feira, 23 de julho de 2012

FLUXO

Garota atrapalhada  na cidade nova, sai pra se divertir na avenida, 
esbarra nas pessoas, da meia voltinha, pede desculpa e 
saiu rindo e envergonhada com o acontecido.
Para no instante que em que vê o moço,
Mira nos olhos verdes e começa a sorrir.
Cabelos ao vento, óculos escuros, ela se diverte.
Meia noite e meia ela erra a rua para casa, encontra  jovens bebendo 
e ouvindo som na beira das ruas, cachorros procurando comida no lixo,
 andarilhos se aconchegando nas escadas dos prédios, 
luzes das casas se apagando e grilo cantando.
Ela chega a casa e acorda.

terça-feira, 17 de julho de 2012

camuflado

Ela só queria parar de se drogar
Parar de pensar no guri que faz sofrer
Parar de beber, pois foi tudo por culpa dele
Começou a se drogar para ser igual a ele, 
E agora vê que tudo foi em vão.
Ele continua se inalando, mas está tão longe, não é mais ele que fica do seu lado deitado vendo as estrelas às 3 horas da matina.
Ela vai à loucura só de pensar,
Precisa parar
Precisa para de sofrer,
Parar de se importar com quem não da à mínima pra ela.
Aquela garota que um dia saiu com ele e disse que ele era muito importante para ela e depois os dois puxaram  um baseado e sorriram.
E hoje, está lá internada.
Tudo culpa dele
Quer parar
Precisa parar
“Deixa-me parar de drogar,
Quero voltar a sorrir pra as estrelas,
Quero aquela vibe positiva novamente,
O reggae está sendo meu único amigo.”